Roteiro de 4 dias: O que fazer em Atenas

  1. Quando Eu Fui?
  2. Como ir de São Paulo a Atenas?
  3. Onde Fiquei Hospedada?
  4. Roteiro Detalhado – Atenas (4 dias)
    1. Dia 1 – Meio Período
    2. Dia 2
    3. Dia 3
    4. Dia 4
  5. Roteiro no Mapa
  6. Orçamento Final
  7. Veja Também

Quando Eu Fui?

Estive em Atenas no comecinho de junho, começo de verão por lá. A cidade já estava quente, mas sem aquele calor insuportável de julho e agosto. Não peguei chuva em nenhum dia, o que foi ótimo para aproveitar a cidade ao máximo. Os dias eram longos, com pôr do sol depois das 20h, e o clima estava perfeito pra explorar tudo com calma e luz natural. Tinha bastante turista, claro, mas nada caótico – ainda dava pra aproveitar os pontos turísticos sem tanta fila e sentir o ritmo local. Junho é um ótimo mês pra visitar Atenas: vibrante, ensolarada e com aquela energia boa de início de temporada. Eu fiquei em Atenas por 4 dias, do dia 12 de março (cheguei no começo da tarde) ao dia 16 de março de 2025 (saí bem cedo rumo ao próximo destino), e entendo que foi o tempo mínimo para uma primeira vez em Atenas, onde pude conhecer os principais pontos da cidade, que é uma delícia de explorar caminhando. Com uns dias extras daria pra conhecer cidades e praias próximas além de explorar as joias escondidas que só quem tem tempo pra se perder acaba encontrando.

Como ir de São Paulo a Atenas?

Não existem voos diretos para Atenas saindo do Brasil. A maioria das opções envolve uma conexão em cidades como Londres, Paris, Frankfurt entre outras. Eu, por exemplo, fui com a British Airways, fazendo conexão em Londres. O voo de São Paulo até a Europa dura em média 11 a 12 horas, e de lá até Atenas são mais umas 3 a 4 horas, dependendo da cidade de conexão. A dica aqui é tentar deixar um intervalo confortável entre os voos pra conseguir passar com calma pelo processo de imigração, lidar com possíveis atrasos das companhias aéreas ou deslocamento entre terminais.

Chegando em Atenas, o aeroporto principal é o Elefthérios Venizélos (ATH), que fica a cerca de 35 km do centro da cidade. Pra sair de lá, as opções são bem tranquilas e super práticas: dá pra pegar o metrô (linha azul), que te leva direto até o centro (estações Syntagma ou Monastiraki) em cerca de 40 minutos. Outra opção prática é o ônibus express (linha X95), que também vai até Syntagma e funciona 24 horas por dia. E, claro, tem sempre o táxi (o Uber em Atenas funciona apenas com táxis), mas o preço é bem mais salgado, só vale a pena se você estiver em grupo ou com muita bagagem.

Se por acaso você estiver chegando em Atenas de ferry, vindo de alguma ilha grega, vai desembarcar no Porto de Pireu. De lá, é fácil chegar ao centro pegando a linha verde do metrô (estação Piraeus até Monastiraki), o trajeto leva menos de 30 minutos. A boa notícia é que, seja pelo ar ou pelo mar, Atenas te recebe com aquela mistura de caos e charme que já dá o tom da viagem.

Onde Fiquei Hospedada?

Eu fiquei hospedada em um Airbnb super bem localizado, numa rua paralela à Rua Ermou — a principal rua de comércio da cidade. Ele ficava exatamente entre a Praça Syntagma e Monastiraki, ou seja: localização perfeita pra explorar tudo a pé. A região é cheia de restaurantes, lojas, mercados e fica perto tanto do metrô quanto dos principais pontos turísticos, fiz quase tudo a pé. O apartamento é compacto, tem 20 m², e fica no 5º andar (com elevador), totalmente renovado e pensado para até duas pessoas. Apesar do espaço ser compacto, o apartamento é moderno, estiloso e funcional, com ar-condicionado (essencial nos dias quentes de Atenas). A janela oferece uma vista para a Acrópole, que pode ser vista até da cama, o que adiciona um charme na hospedagem. A região é muito viva: tem muitas opções de cafés, restaurantes, lojas e ainda fácil acesso ao metrô (linhas azul e verde estão nas estações vizinhas), o que torna super prático sair para conhecer os arredores ou voltar com compras. Eu paguei R$ 660 por diária, incluindo impostos e taxas, excelente custo benefício, e o valor pode variar de acordo com a temporada. Gostei muito da experiência e, sem dúvidas, voltaria a me hospedar nesse local em uma próxima oportunidade.

Airbnb – Região Central de Atenas

Roteiro Detalhado – Atenas (4 dias)

Dia 1 – Meio Período

  • Syntagma Square
  • Túmulo do Soldado Desconhecido
  • Athens National Garden
  • Zeus Templet
  • Estadio Panatenaico
  • Monte Licabeto

Como cheguei na cidade no meio da tarde, comecei explorando os arredores de onde meu Airbnb estava localizado. Comecei pela Praça Syntagma, o centro político e cívico de Atenas. É ali que fica o Parlamento Grego, um prédio imponente que já foi o antigo palácio real. Mas o que mais chama atenção são os soldados em frente ao Túmulo do Soldado Desconhecido. Eles ficam imóveis por longos períodos, vestidos com uniformes tradicionais dos Evzones: saias plissadas (chamadas fustanella), meias altas, coletes bordados e sapatos com pompons gigantes. A troca da guarda acontece a cada hora cheia e é um verdadeiro espetáculo: solene, lento, quase teatral. Fiquei ali um tempinho observando, intrigada com a coreografia e com o respeito silencioso dos turistas ao redor.

Parlamento Grego e Túmulo do Soldado Desconhecido

Dali, atravessei a rua e entrei no Athens National Garden, um verdadeiro refúgio no meio do caos da cidade. O contraste é imediato: do lado de fora, buzinas e movimento; ali dentro, só o som das folhas, passarinhos e fontes d’água. É um verdadeiro refúgio verde no coração da cidade, com quase 16 hectares de sombra, história e tranquilidade. Criado no século XIX por ordem da Rainha Amalia, o jardim abriga mais de 500 espécies de plantas do mundo todo, lagos com tartarugas e peixes, um pequeno zoológico com pavões soltos e coelhos, e caminhos rodeados por palmeiras altíssimas. Pelo caminho, dá pra encontrar ruínas antigas, fragmentos de colunas romanas, bustos de figuras históricas gregas e até um piso de mosaico da época romana preservado. O parque também tem uma biblioteca infantil, um playground, uma charmosa estufa histórica e até um pequeno Museu Botânico escondido entre as árvores. É o tipo de lugar que mistura natureza com cultura e que te convida a desacelerar — caminhar por ali foi como apertar um botão de pausa em meio à energia caótica e vibrante de Atenas. A entrada é gratuita. Um lugar perfeito pra pausar, respirar e se perder sem pressa.

Athens National Garden

A próxima parada foi o Templo de Zeus Olímpico (ou Olympieion), um dos maiores templos da Grécia Antiga — embora hoje restem apenas algumas colunas de pé. Mas que colunas! São gigantescas, com mais de 17 metros de altura. É impossível não imaginar a grandiosidade do que um dia foi esse espaço. A construção levou séculos pra ser concluída, começou no século VI a.C. e só foi finalizada no século II d.C., sob o imperador romano Adriano. E ali, no meio das ruínas, você tem uma vista linda da Acrópole, como se a cidade estivesse sempre te lembrando de onde veio. O ingresso custa €20 (inteira) ou €10 (meia) e pode ser comprado com antecedência através do site oficial.

Dali segui a pé até o Estádio Panatenaico. Ele é inteiramente feito de mármore branco: o famoso mármore pentélico, o mesmo usado na Acrópole. Caminhar por ali dá uma sensação meio mística, como se o lugar ainda guardasse a energia das multidões que vibraram nas arquibancadas séculos atrás. Foi ali que aconteceram os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896, mas a história do estádio é ainda mais antiga: ele foi originalmente construído no século IV a.C., para sediar os Jogos Panatenaicos, em homenagem à deusa Atena, e até hoje abriga eventos. Eu não entrei, só vi de fora (e dá pra ver bem de fora), mas para quem quiser entrar, o ingresso custa €10 (ou €5 meia) e você também pode comprar online pelo site oficial.

Estádio Panatenaico

Pra fechar o dia com uma vista de tirar o fôlego, fui até o Monte Licabeto, o ponto mais alto de Atenas. Dá pra subir a pé, mas eu confesso que depois de tanta caminhada optei pelo funicular, que sobe em menos de 5 minutos. A estação de saída fica na Rua Aristippou, no bairro de Kolonaki. Lá do alto, você vê Atenas inteira aos seus pés: o caos da cidade, a Acrópole ao fundo, o mar Egeu brilhando lá longe. A subida de funicular custa €10 ida e volta (paga-se direto na estação, em dinheiro ou cartão). No topo ainda tem uma capelinha branca, a Igreja de São Jorge, e um restaurante panorâmico caso você queira jantar com aquela vista dos sonhos. É o tipo de lugar que dá vontade de ficar em silêncio, só olhando. Esperei o pôr do sol lá do alto, vendo Atenas se transformar diante dos meus olhos, da luz vibrante do dia para o brilho amarelado dos postes e monumentos. Um fim de dia perfeito.

Dia 2

  • Acrópole
  • Museu da Acrópole
  • Ágora Antiga
  • Templo de Hefesto
  • Biblioteca de Adriano
  • Anafiotika
  • Plaka
  • Pub Crawl

O segundo dia em Atenas foi, sem dúvidas, um mergulho na Grécia Antiga — daqueles dias que fazem a gente entender porque essa cidade é considerada o berço da civilização ocidental. Comecei o dia bem cedo, por volta das 8h, para aproveitar o frescor da manhã e evitar o calorão (e as multidões) que tomam conta da cidade a partir das 10h. Minha primeira parada foi a Acrópole de Atenas, um daqueles lugares que a gente cresce vendo em livros de história e que, ao vivo, é ainda mais impressionante. A subida já te coloca no clima: o caminho é ladeado por pedras irregulares, ruínas menores e oliveiras resistentes que parecem guardar segredos milenares. Assim que você passa os Propileus, o portal monumental de entrada, a vista se abre e você entende por que esse era o ponto mais importante da cidade. A Acrópole, que significa literalmente “cidade alta”, era o centro espiritual e simbólico de Atenas. O grande protagonista é o Parthenon, dedicado à deusa Atena, padroeira da cidade. Mesmo em ruínas, ele continua imponente: suas colunas dóricas, feitas de mármore branco que muda de cor conforme a luz do dia, são um espetáculo à parte. Ao lado, o Erecteion traz um contraste delicado com suas famosas Cariátides, estátuas femininas que sustentam o pórtico com uma elegância que desafia o tempo (mas as que estão lá são réplicas: cinco das originais estão no Museu da Acrópole e uma delas está no Museu Britânico). Mas o que muita gente não sabe é que a Acrópole vai muito além dessas duas estruturas. Logo na entrada, à esquerda, fica o Templo de Atena Nice, mais compacto, mas com uma vista belíssima e cheio de significado — ele celebrava as vitórias militares da cidade. Continuando pela encosta sul, estão os dois teatros históricos: o Teatro de Dionísio, considerado o berço do teatro ocidental, onde as primeiras tragédias gregas foram encenadas, e o Odeon de Herodes Ático, que foi reconstruído e ainda recebe apresentações de música e dança até hoje. É surreal pensar que você está pisando no mesmo chão que Sófocles, Eurípedes e Platão frequentaram. O ingresso para visitar a Acrópole custa €30 (inteira), e pode ser adquirido no site oficial (recomendo comprar com antecedência para evitar as filas, que são longas).

Acrópole de Atenas

Cada canto da Acrópole parece contar uma história. E o mais bonito é que, apesar de todas as transformações (guerras, religiões diferentes, turismo em massa) aquele platô de pedra continua sendo um lugar de reverência, beleza e conexão com o passado. Eu saí de lá arrepiada, com aquela sensação de que o mundo já foi muito maior do que a gente consegue imaginar.

Logo na saída da Acrópole, fui direto para o Museu da Acrópole, que é moderno, super bem montado e fica ali pertinho. Ele abriga as esculturas originais da Acrópole (as que sobraram), maquetes, as Cariátides originais, relíquias e até partes da antiga cidade que podem ser vistas através do chão de vidro do museu. A entrada custa €20 e pode ser adquirida no site oficial, honestamente, vale cada centavo. É ali que a gente entende como o passado, a mitologia e a arqueologia se entrelaçam em Atenas.

Museu da Acrópole

Depois do museu, segui para a Ágora Antiga, o antigo centro comercial, político e social de Atenas. Caminhar por lá é quase como voltar no tempo: dá pra ver a estrutura das antigas lojas, templos e até uma prisão onde Sócrates teria sido mantido. No fundo do sítio arqueológico está o Templo de Hefesto, que é um dos templos dóricos mais bem preservados da Grécia, cercado por um jardim cheio de flores e com uma vista linda da cidade. A entrada na Ágora Antiga custa €20 e pode ser adquirida no site oficial.

Dali, segui para a Biblioteca de Adriano. Restam basicamente as colunas e a fachada, mas ainda assim é um lugar imponente e cheio de história. Depois de tanto passado grandioso, dei uma pausa para o presente e fui caminhar por Anafiotika — aquele cantinho encantador de Atenas que parece ter saído direto de uma ilha grega. As casinhas brancas, portas coloridas e ruas estreitas fazem um contraste lindo com a monumentalidade da Acrópole logo acima. É uma delícia se perder por ali.

Ágora Antiga

Finalizei a tarde em Plaka, o bairro mais charmoso e turístico de Atenas. As lojinhas de lembrancinhas se misturam a cafés, tavernas e restaurantes com mesas ao ar livre. Aproveitei para jantar por ali mesmo e descansar um pouco antes da noite começar. E que noite! Como eu estava sozinha, encontrei um jeito de aproveitar a vida noturna de um jeito seguro: em um Pub Crawl super divertido, que encontrei no GetYourGuide, conduzido pela Athens Party Pub Crawl (Instagram: @athenspartypubcrawl). O grupo era uma mistura ótima de gente do mundo todo. O pacote inclui um shot de boas-vindas em cada bar e, com um extra, você pode adicionar uma hora de bebidas ilimitadas, eu paguei €32,99 que incluia 1 hora de cerveja e vinhos ilimitados, mas tem outras opções com outros preços. Visitamos quatro bares diferentes nas regiões de Psiri, sendo o último um clube muito divertido. Foi uma forma leve, divertida e social de terminar um dia tão denso de história. Recomendo demais pra quem gosta de conhecer pessoas e curtir uma noite mais animada.

Athens Party Pub Crawl

Dia 3

  • Monastiraki
  • Igreja da Virgem Maria de Pantanassa
  • Rua Ermou
  • Museu Arqueológico de Atenas
  • Tour Gastronômico

Comecei o dia um pouco mais tarde, matando a ressaca da noite anterior, explorando Monastiraki, uma das áreas mais vibrantes e históricas de Atenas. A praça é um verdadeiro mercado a céu aberto, repleto de vendedores ambulantes, lojas de antiguidades, artesanato e souvenirs que vão desde joias feitas à mão até peças vintage. Melhor lugar para comprar coisas de prata e acessórios com o famoso Olho Grego. Ali perto fica a charmosa Igreja da Virgem Maria de Pantanassa, uma construção bizantina do século 18 que é quase uma cápsula do tempo. Seus afrescos coloridos e a arquitetura tradicional fazem dela um oásis de calma em meio à agitação urbana. A entrada é gratuita, perfeita para uma pausa silenciosa.

Centro Histórico de Atenas

Daí, segui para a famosa Rua Ermou, principal via comercial de Atenas, que liga a Praça Syntagma a Monastiraki. A rua é um ótimo lugar para observar a mistura entre o antigo e o moderno: de um lado, lojas de marcas internacionais e cafés estilosos; do outro, prédios históricos, grafites e até vendedores de rua. Um fato curioso: Ermou é considerada uma das ruas comerciais mais antigas da cidade, e seu nome vem de Hermes, o deus grego mensageiro, que também era protetor dos comerciantes.

Para uma imersão cultural maior, visitei o Museu Arqueológico Nacional de Atenas, que é simplesmente um dos maiores e mais importantes da Grécia e da Europa. O acervo é gigante, com peças que vão desde a Pré-História até o período romano, incluindo artefatos únicos como as máscaras douradas dos reis da Macedônia e estátuas de deuses gregos. Um dos destaques para mim foi a coleção de esculturas cicládicas, que parecem quase modernas. O ingresso custa €12 (inteira) e pode ser adquirido no site oficial, e vale reservar ao menos 2 a 3 horas para aproveitar bem.

Museu Arqueológico de Atenas

O ponto alto do dia foi o Tour Gastronômico a pé que contratei pelo GetYourGuide. O tour custa cerca de €65 por pessoa e dura umas 3 horas, uma verdadeira festa para o paladar. Começamos com o clássico gyros, aquela carne suculenta enrolada no pão pita, acompanhada de cebola, tomate e o tradicional molho tzatziki: um combo perfeito e super popular nas ruas de Atenas. Depois, provamos a famosa spanakopita, a torta folhada de espinafre e queijo feta que derrete na boca. Também experimentamos o peinirli, uma pizza grega em formato de barco, com massa macia e recheios variados, que conquistou todo mundo no grupo. Para a sobremesa, não podia faltar os loukoumades, bolinhos fritos regados com mel e canela que são uma verdadeira tentação doce. E para fechar com chave de ouro, experimentamos um bolo local servido com um sorvete diferente, que surpreendeu pelo sabor e textura únicos. A guia, além de super simpática, contou histórias e curiosidades sobre cada prato, tornando a experiência ainda mais especial e autêntica. Esse tour é uma ótima forma de conhecer a culinária grega e descobrir cantinhos escondidos da cidade que a gente dificilmente acharia sozinha. Depois do tour, fiquei com aquela sensação gostosa de ter passado por Atenas não só pelos olhos, mas pelo paladar e pelo coração, coisa que só uma viagem bem vivida pode proporcionar.

Tour Gastronômico: Gyros, Peinirli e Loukoumades

Dia 4

  • Day Trip – Meteora

No meu último dia em Atenas, troquei o ritmo urbano por uma aventura que parecia saída de um filme histórico: decidi visitar Meteora, que fica fora da cidade, e é um dos lugares mais espetaculares do país e do mundo! Contratei o tour pelo GetYourGuide, o tour custa cerca de €77 por pessoa, incluindo transporte, almoço e guia (os ingresos aos mosteiros custam 5 e são pagos no local), e é super organizado para aproveitar o máximo do tempo. paguei que inclui transporte de ida e volta, visita aos mosteiros e paradas em cavernas. A viagem até Meteora é longa, cerca de 4 horas de ônibus em cada sentido, mas vale cada minuto. A paisagem no caminho já começa a preparar o coração para o que vem pela frente: montanhas impressionantes, vales verdes e formações rochosas inacreditáveis. Meteora é famosa por seus mosteiros construídos no topo de gigantescos penhascos de arenito — uma combinação quase surreal entre natureza e arquitetura.

Meteora

No total, visitamos três mosteiros (os mais acessíveis e abertos ao público), cada um com sua própria história fascinante, obras de arte bizantinas e vistas panorâmicas de tirar o fôlego. O mais marcante para mim foi conhecer um pouco da vida dos monges que vivem ali, especialmente do monge mais velho, que já está na casa dos 90 anos. Ele é uma figura quase lendária — vive em isolamento, e as visitas são raras; só algumas pessoas específicas da vila levam mantimentos para eles.

Meteora

Nossa guia, Caterine, compartilhou uma história inspiradora sobre como conheceu esse monge. No começo da vida adulta, ela foi diagnosticada com câncer e, sentindo-se perdida, escreveu uma carta pedindo conselhos a ele. Apesar de raramente receber visitantes, o monge aceitou uma reunião com ela. O conselho dele foi simples, mas profundo: “Você tem três coisas que podem te ajudar a passar por isso e não está prestando atenção: tem saúde suficiente para fazer suas tarefas diárias; tem uma rede de apoio, como família e amigos; e tem paixões e interesses na vida. Continue com seu tratamento e faça o que você ama — as coisas vão se resolver.” Caterine confessou que, no início, ficou cética e decidiu seguir o tratamento mais para provar que o conselho estava errado. Mas a verdade é que ele estava certo — ela se curou, continuou seus estudos em história e arqueologia, e hoje está livre do câncer há 10 anos. Essa história emocionou o grupo e deu um tom de esperança e fé à visita, mostrando que Meteora não é só um lugar de beleza física, mas também um espaço de força espiritual.

Meteora

Além dos mosteiros, o tour inclui paradas em cavernas locais, que trazem um contraste inesperado com as formações rochosas. A sensação é de um roteiro que mistura história, natureza e espiritualidade, tudo num só dia. Para quem está em Atenas e quer uma experiência diferente e memorável, o day trip para Meteora é obrigatório, mesmo com o deslocamento mais longo, a beleza e a vibe única do lugar fazem valer muito a pena. Foi o encerramento perfeito para minha viagem: um dia cheio de descobertas, paisagens inesquecíveis e aquela sensação gostosa de que, mesmo depois de tantos dias explorando Atenas, a Grécia ainda guardava surpresas incríveis para mim.

Roteiro no Mapa

Usando o My Maps é possível simular o roteiro dentro do mapa do Google Maps, e construir sequências de atividades funcionais. Esse é o meu roteiro dos três primeiros dias em Atenas:

Orçamento Final

Abaixo está listado os custos que eu paguei pela viagem para Atenas, em junho de 2025, com câmbio € 1 = R$ 6,35.

É possível diminuir esses custos ao escolher uma opção de hospedagem mais econômica (como hostel, hotéis mais afastados do centro ou Airbnb e usando milhas) ou conseguindo opções de vôos mais baratas (a depender da época do ano, promoções das companhias aéreas e milhas). Nessa viagem também visitei outras regiões da Grécia, como Mykonos, Santorini e Corfu, logo os custos foram impactados pois entrei e saí da Grécia via Corfu (logo tive outros custos relacionados a vôos internos e ferries).

Espero que esse roteiro te inspire a viver Atenas com o olhar curioso e o coração aberto. Porque Atenas é mais do que ruínas milenares, ela pulsa entre o passado e o presente, se revela no cheiro dos restaurantes, no som das conversas nas tavernas, na luz dourada que cai sobre o mármore ao entardecer. É uma cidade que carrega o peso da história e, ao mesmo tempo, dança com leveza no improviso do cotidiano. Cada ruazinha conta uma lenda, cada colina oferece uma vista que faz a gente respirar mais fundo. Atenas é daquelas cidades que provocam mais do que explicam, a gente sente nos pés cansados, no calor seco da pele, nos olhos que brilham diante de tanta beleza imperfeita e real. É impossível passar por ela sem sair diferente.

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