Descubra Paris: Roteiro do que fazer em 7 dias

  1. Quando Eu Fui?
  2. Como Ir do Aeroporto CDG para o Centro da Cidade?
  3. Onde Fiquei Hospedada?
  4. Roteiro Detalhado – Paris (7 dias)
    1. Dia 1 (Meio Período)
    2. Dia 2
    3. Dia 3
    4. Dia 4
    5. Dia 5
    6. Dia 6
    7. Dia 7
  5. Roteiro no Mapa
  6. Orçamento Final
  7. Veja Também

Quando Eu Fui?

Eu já visitei Paris duas vezes, ambas em um momento bem especial do ano: a época de Natal. A primeira foi no final de dezembro, entre o Natal e o Ano Novo (de 24/12/2022 a 01/01/2023). Nessa época, a cidade fica simplesmente mágica: ruas iluminadas, vitrines caprichadas e os tradicionais marchés de Noël espalhados por todos os cantos. As temperaturas costumam variar entre 3°C e 12°C, podendo chegar perto de 0°C à noite, então o frio é intenso, daqueles que pedem casaco pesado e fazem qualquer café charmoso com chocolate quente ou uma taça de vinho parecer ainda melhor. Passei 7 dias na cidade e, para uma primeira vez, achei um tempo ótimo: consegui conhecer os principais pontos com calma, sem correria, e ainda viver um pouco do ritmo de Paris.

Minha segunda visita foi no início de dezembro (de 03/12/2025 a 09/12/2025), já com outro olhar e muito mais viagens na bagagem, então o ritmo foi menos “checklist” e mais experiência. Fiquei mais 7 dias e pude explorar a cidade com mais profundidade, revisitar lugares que amei e descobrir outros novos, me permitindo aperfeiçoar esse roteiro. Se na primeira vez Paris me encantou, na segunda ela me conquistou de vez, é daquelas cidades que sempre têm algo novo para mostrar e que valem cada minuto dedicado a ela.

Como Ir do Aeroporto CDG para o Centro da Cidade?

Para sair do Aeroporto Charles de Gaulle (CDG) e chegar ao centro de Paris, você tem algumas opções — variando entre economia e conforto:

  • Trem (RER B) – Foi a opção que eu escolhi, e continua sendo a forma mais econômica e prática. O trem sai direto do aeroporto e passa por estações centrais como Gare du Nord, Châtelet–Les Halles e Saint-Michel Notre-Dame. O trajeto dura cerca de 35 a 45 minutos e, atualmente, custa €14,00.
  • Ônibus (RoissyBus) – Faz o trajeto direto até a região da Ópera (Opéra Garnier). A viagem leva cerca de 60 minutos e custa €15,00.
  • Táxi – Possui tarifa fixa, fique atento:
    • €65 para a margem direita do Sena
    • €70 para a margem esquerda
      O tempo de viagem varia entre 40 e 60 minutos, dependendo do trânsito.
  • Uber ou transfer – O preço varia conforme demanda, mas geralmente fica entre €45 e €75. Pode ser uma boa opção se estiver com malas ou chegando tarde.

Se a ideia é economizar, o RER B segue sendo a melhor escolha. Agora, se você prioriza conforto – especialmente depois de um voo longo – o táxi ou Uber/Bolt pode valer bastante a pena.


Dependendo de quantos dias você vai passar na cidade e, principalmente, do dia da semana em que chega, o Navigo pode ser um grande aliado para economizar com transporte. Ele permite uso ilimitado de metrô, ônibus, bondes e trens RER dentro das zonas escolhidas. O plano mais vantajoso costuma ser o Navigo Semaine (semanal), que cobre todas as zonas de Paris (1 a 5) – incluindo os aeroportos, Versailles e até a Disneyland. Atenção: ele é válido de segunda a domingo, então faz mais sentido comprá-lo no início da semana. O valor do passe semanal é de €32,40 (preço de 2026). Hoje, você também pode usar a versão digital, diretamente pelo aplicativo Île-de-France Mobilités (disponível na App Store e Google Play). Na minha segunda visita à cidade, usei só o app e achei muito mais prático. Se preferir o cartão físico, ele custa €5 adicionais e pode ser adquirido em pontos de venda autorizados (inclusive no aeroporto Charles de Gaulle). Nesse caso, é necessário levar uma foto 3×4 para emissão. Se a ideia é se locomover bastante e com facilidade, essa é, sem dúvida, uma das opções mais práticas e econômicas em Paris.

Onde Fiquei Hospedada?

Para essa viagem, escolhi me hospedar no Hôtel de Roubaix, e foi uma decisão super acertada, principalmente pela localização. O hotel fica no 3º arrondissement, bairro conhecido como Haut-Marais, bem no coração de Paris, a poucos passos do Musée des Arts et Métiers e a apenas 2 minutos a pé da estação de metrô Réaumur-Sébastopol, o que facilita MUITO a locomoção pela cidade. A região é excelente: central, viva, cheia de opções de restaurantes e cafés, e ao mesmo tempo agradável de circular – inclusive viajando sozinha. Sobre o hotel em si: os quartos são simples, mas confortáveis, bem equipados e o hotel tem uma decoração muito interessante, cheia de personalidade, com TV, Wi-Fi gratuito, banheiro privativo e aquele básico que funciona muito bem para quem passa o dia explorando Paris. O prédio tem elevador (o que já é um super diferencial em Paris) e recepção 24 horas, o que traz mais tranquilidade, especialmente na chegada. Se der sorte, você ainda consegue ver os cachorrinhos dos donos na recepção, que são uma fofura. O hotel oferece café da manhã, prático para começar o dia sem precisar sair correndo atrás de padaria, mas, se quiser, a região também é cheia de opções charmosas. Em relação aos preços, as diárias costumam variar bastante conforme a época do ano, mas giram em torno de US$ 90 a US$ 170 por noite (aproximadamente R$ 500 a R$ 950), podendo chegar a valores mais altos em alta temporada. No geral, é uma hospedagem com ótimo custo-benefício, principalmente pela localização estratégica. Se você quer ficar bem no centro, com fácil acesso a tudo e sem complicação, é uma escolha que vale muito a pena. Eu voltaria a me hospedar nesse hotel.

Quarto de Solteiro no Hôtel de Roubaix – Paris, França.

Roteiro Detalhado – Paris (7 dias)

Dia 1 (Meio Período)

  • Canal Saint-Martin
  • Marché Couvert des Enfants Rouges
  • Le Marais
  • Centre Pompidou
  • Hôtel de Ville
  • Rue Montogueil

Como cheguei no meio da tarde, esse foi um dia mais leve, quase um primeiro (re)encontro com Paris. E foi perfeito começar assim, sem pressa, só absorvendo a atmosfera da cidade. Comecei pelo Canal Saint-Martin, uma região mais local e descolada, bem diferente dos pontos turísticos clássicos. O canal foi construído no início do século XIX, durante o governo de Napoleão Bonaparte, com o objetivo de abastecer Paris com água potável e facilitar o transporte de mercadorias. São cerca de 4,5 km de extensão, com várias eclusas e passarelas de ferro que dão um charme especial ao lugar. Durante décadas foi uma área mais industrial e esquecida, mas hoje se transformou em um dos cantinhos mais cool da cidade, cheio de jovens, piqueniques improvisados e cafés estilosos. É aquele tipo de lugar que mostra uma Paris mais “real”, longe dos cartões-postais.

Canal Saint Martin

De lá, segui para o Marché Couvert des Enfants Rouges, o mercado coberto mais antigo de Paris, inaugurado em 1615, com mais de 400 anos de história. Ele surgiu durante o reinado de Luís XIII da França e leva esse nome curioso por causa de um orfanato que existia ali perto, onde as crianças usavam uniformes vermelhos (os “enfants rouges”). O mercado é pequeno, mas extremamente diverso: você encontra desde culinária francesa até pratos marroquinos, libaneses, italianos e japoneses. É um ótimo lugar para comer bem sem gastar muito e ainda sentir um pouco da vida local.

Marché Couvert des Enfants Rouges

Depois, continuei caminhando até o Le Marais, um dos bairros mais charmosos e históricos de Paris, e cheio de personalidade. O nome “Marais” significa “pântano”, porque essa área já foi uma região alagada antes de ser urbanizada. Durante os séculos XVII e XVIII, virou o bairro da nobreza parisiense, e até hoje preserva muitos hôtels particuliers (mansões urbanas) dessa época. Com o tempo, passou por fases de decadência e revitalização, e hoje é um dos bairros mais vibrantes da cidade, com uma mistura única de história, cultura, moda e diversidade. É também um importante centro da comunidade judaica e LGBTQIA+ em Paris. Aqui, o melhor plano é se perder pelas ruas: cada esquina revela uma lojinha diferente, uma galeria escondida ou um café charmoso.

Le Marais

Seguindo o caminho, passei pelo Centre Pompidou, que é impossível ignorar. Inaugurado em 1977, o prédio causou polêmica na época justamente por sua arquitetura “do avesso”: tubulações, escadas e estruturas ficam todas expostas do lado de fora. Hoje, ele abriga uma das coleções de arte moderna e contemporânea mais importantes da Europa, com obras de nomes como Pablo Picasso e Wassily Kandinsky. A entrada custa em torno de €15, mas atualmente está fechado para reforma por tempo indeterminado. Mas mesmo quem não entra acaba parando ali – seja pela arquitetura, seja pelos artistas de rua que costumam se apresentar na praça em frente.

Centre Pompidou

Já no começo da noite, cheguei ao Hôtel de Ville, a prefeitura de Paris. O edifício atual foi reconstruído no século XIX após ter sido destruído durante a Comuna de Paris, um dos episódios mais marcantes da história da cidade. A fachada é riquíssima em detalhes, com esculturas de figuras importantes da história francesa. Mas o que deixou a experiência ainda mais especial foi o mercado de Natal montado em frente ao prédio. As luzes, as barraquinhas e aquele clima festivo criaram uma atmosfera mágica, daquelas que parecem cena de filme.

Hôtel de Ville

Para fechar o dia, fui até a Rue Montorgueil, uma das ruas mais animadas e tradicionais da cidade. Ela existe desde a Idade Média e sempre teve uma forte ligação com o comércio de alimentos. Até hoje, é um verdadeiro paraíso gastronômico, com boulangeries, queijarias, cafés e restaurantes por todos os lados. Mesmo sendo um dia curto, foi a introdução perfeita. Sem correria, sem checklist pesado, só vivendo a cidade. Paris tem esse talento de te conquistar nos detalhes, e esse primeiro dia foi exatamente isso: o começo de um caso de amor.

Rue das Bulles e Montorgueil – Paris

Dia 2

  • Linha 6 do metrô – Vista da Torre passando pela Pont de Bir-Hakeim
  • Trocadero
  • Torre Eiffel
  • Champ de Mars
  • Rue de l’Université
  • Le Recrutement Café
  • Hotel Des Invalides (Musée de l’Armée)
  • Musée d’Orsay
  • Pont Alexandre III
  • Avenue des Champs Élysées
  • Arco do Triunfo
  • Subir à Torre Eiffel

Se o primeiro dia foi um “aquecimento”, o segundo foi aquele mergulho nos grandes ícones de Paris. E olha… mesmo com expectativa alta, a cidade consegue surpreender. Comecei o dia pegando a Linha 6 do metrô, que por si só já é uma experiência. Em alguns trechos ela é elevada, e foi ali, cruzando o Sena sob a Pont de Bir-Hakeim, que vi a Torre Eiffel surgindo entre os prédios pela primeira vez no dia – aquele tipo de momento que já dá um friozinho bom na barriga. Segui então para o Trocadéro, o clássico dos clássicos. A praça atual foi construída para a Exposição Internacional de 1937, mas o local já era palco de grandes eventos desde o século XIX. Dali você tem aquela vista frontal icônica da Torre, com os Jardins du Trocadéro emoldurando tudo. Foi ali que parei pela primeira vez para contemplar e pensar em como a história muda a percepção das coisas.

Trocadero

Porque sim: a Torre Eiffel foi criada como uma estrutura temporária para a Exposição Universal de 1889, que celebrava os 100 anos da Revolução Francesa. Houve um concurso para escolher o projeto, e a proposta de Gustave Eiffel venceu – mas foi extremamente criticada na época. Escritores e artistas famosos chegaram a publicar manifestos chamando a torre de “inútil e monstruosa”. A ideia era desmontá-la após 20 anos… mas ela acabou sendo mantida porque se mostrou útil como torre de transmissão de rádio. O que era para ser temporário virou o maior símbolo de Paris. Descendo em direção à torre, passei pelo Champ de Mars, que hoje é um parque perfeito para piqueniques, mas que originalmente era um campo de treinamento militar no século XVIII. Foi ali que aconteceram eventos importantes da Revolução Francesa, incluindo a Festa da Federação em 1790, que celebrou a união do povo francês após o início da revolução. Chegando à Torre Eiffel, ela impressiona tanto pela escala quanto pela história. Com 330 metros, foi a estrutura mais alta do mundo por mais de 40 anos. Dá para subir até o topo, com ingressos que variam entre €14,80 e €36,70 (Preço 2026) – a depender de qual andar e se irá subir de elevador ou de escada – e podem ser comprados no site oficial.

Torre Eiffel

Segui então pela Rue de l’Université, uma das ruas mais fotogênicas de Paris. Ela fica no elegante 7º arrondissement e virou um dos pontos mais famosos para fotos com a Torre ao fundo, aquele enquadramento perfeito entre os prédios. Ali perto, parei para um brunch no Le Recrutement Café, um café pequeno, charmoso e com aquela estética parisiense clássica. Foi uma pausa estratégica porque esse dia foi intenso.

Le Recrutement Café e Rue de l’Université

Depois, segui para o Hôtel des Invalides, onde fica o Musée de l’Armée, um dos lugares mais carregados de história em Paris. Construído no século XVII por ordem de Luís XIV, o complexo foi criado para abrigar soldados feridos, uma iniciativa bem avançada para a época. Até hoje, parte do espaço ainda cumpre essa função. Mas o grande destaque é a cúpula dourada onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte. O sarcófago foi colocado de forma estratégica: você sempre o observa de cima, como um gesto simbólico de respeito. A entrada custa €17 (Preço 2026) e pode ser adquirida no site oficial.

Hôtel des Invalides e Musée de l’Armée

De lá, fui para o Musée d’Orsay, que tem uma das histórias mais interessantes. O prédio era uma estação de trem construída para a Exposição Universal de 1900, mas ficou obsoleto rapidamente com a modernização das ferrovias. Por pouco não foi demolido, até ser transformado em museu nos anos 1980. Hoje, abriga uma das coleções impressionistas mais importantes do mundo, com nomes como Claude Monet, Vincent van Gogh e Edgar Degas. O ingresso custa €16 (Preço 2026) e a entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês.

Museu d’Orsay – Paris

Saindo dali, atravessei a Pont Alexandre III, inaugurada em 1900 como símbolo da aliança entre França e Rússia. O nome é uma homenagem ao czar Alexandre III. A ponte é riquíssima em detalhes, com esculturas douradas e luminárias elegantes, e foi projetada propositalmente baixa para não bloquear a vista dos monumentos ao redor. Segui então pela Avenue des Champs-Élysées, cujo nome vem da mitologia grega e significa “Campos Elísios”, o paraíso dos heróis. No século XVII era apenas uma extensão dos jardins reais, mas hoje é uma das avenidas mais famosas do mundo. Mesmo sem entrar nas lojas de luxo, vale caminhar sem pressa e absorver o clima.

Ponte Alexandre III e Champs- Élysées

No final da avenida, cheguei ao Arco do Triunfo, encomendado por Napoleão após a vitória na Batalha de Austerlitz. A construção levou décadas para ser concluída, e o monumento homenageia os soldados franceses. Embaixo dele está o Túmulo do Soldado Desconhecido, com uma chama eterna que nunca se apaga desde 1923. Subir custa €22 de abril a setembro e custa €16 de outubro à março (Preços 2026), e o ingresso pode ser comprado no site oficial. A vista das avenidas que se cruzam ali é simplesmente incrível. Ver a Torre Eiffel brilhar de lá cima está entre os momentos mais lindos da minha vida.

Arco do Triunfo e sua Vista – Paris

Descendo do arco, vale a pena caminhar mais um pouco pela Champs-Élysées para ver ela toda iluminada e decorada por conta do Natal, e depois jantar em algum bistrô local, fechando o dia com chave de ouro.

Dia 3

  • Montmartre
  • Basilique du Sacre-Cœur de Montmartre
  • Place du Tertre
  • La Maison Rose
  • Buste de Dalida
  • Le Mur des Je T’aime
  • Moulin Rouge
  • Galeries Lafayette Haussmann
  • Ópera Garnier
  • Place la Concorde
  • Café Angelina
  • Jardin des Tuileries
  • Museu do Louvre
  • Pub Crawl

O terceiro dia misturou história, arte e uma atmosfera completamente diferente do restante da cidade. Comecei pelo bairro de Montmartre, e logo de cara já senti que estava em outro ritmo. As ruas estreitas, cafés acolhedores e uma atmosfera cheia de vida criam um cenário quase de vila. Foi delicioso caminhar pelas vielas, observando as lojinhas de arte, brechós e as pequenas praças escondidas. Montmartre tem uma energia descontraída, mas ao mesmo tempo muito carregada de história. E história mesmo: antes de ser incorporado à cidade em 1860, o bairro era praticamente um vilarejo independente, cheio de vinhedos e moinhos de vento. No final do século XIX, virou refúgio de artistas, principalmente porque era mais barato morar ali. Foi nesse cenário que viveram nomes como Pablo Picasso e Vincent van Gogh, ajudando a transformar Montmartre em um dos berços da arte moderna. Peguei o funicular (que aceita Navigo), e cheguei à Basílica de Sacré-Cœur. A basílica fica em um dos pontos mais altos da cidade, e a vista lá de cima é simplesmente deslumbrante – uma das melhores formas de observar Paris de um ângulo diferente. A construção começou em 1875, após a Guerra Franco-Prussiana, como um símbolo de penitência e renovação espiritual da França. O estilo romano-bizantino foge bastante do padrão gótico de outras igrejas da cidade, e tem um detalhe curioso: a pedra usada na fachada libera calcita quando entra em contato com a água da chuva, o que faz com que ela esteja sempre branca, mesmo com o passar dos anos. A entrada é gratuita, mas é possível subir até a cúpula (cerca de €7–€8) para uma vista ainda mais incrível.

Sacré-Cœur e Montmartre

Descendo um pouco, passei pela Place du Tertre, a famosa praça dos artistas, onde pintores e caricaturistas mantêm viva a tradição boêmia do bairro. Ali perto também fica a charmosa La Maison Rose, uma casinha rosa que virou um dos cenários mais fotografados de Paris, e o Busto de Dalida, uma homenagem à cantora Dalida, que viveu na região. Existe até uma superstição: dizem que tocar no busto traz sorte no amor, e dá pra ver que muita gente acredita nisso.

Place du Tertre, Busto de Dalida e La Maison Rose

Seguindo o passeio, fui até o Le Mur des Je t’aime, o famoso Muro do Amor. A obra reúne a frase “eu te amo” escrita em mais de 300 idiomas e foi criada no ano 2000 com a proposta de representar o amor universal. É uma parada rápida, mas super simbólica, e muito a cara de Paris. Em seguida, caminhei até o icônico Moulin Rouge, inaugurado em 1889, o mesmo ano da Torre Eiffel. O cabaré ficou mundialmente famoso pelos espetáculos de cancã e pela atmosfera boêmia da Belle Époque. Artistas como Henri de Toulouse-Lautrec eternizaram o local em suas obras. Para quem quiser investir, é possível assistir a um show. Mas mesmo só ver a fachada já é uma experiência.

Moulin Rouge e Mur des Je t’aime

À tarde, fui para uma Paris mais clássica e elegante. Comecei pelas Galeries Lafayette Haussmann, uma das lojas de departamento mais famosas da cidade. Inaugurada no final do século XIX, o grande destaque é a cúpula de vidro em estilo art nouveau, simplesmente deslumbrante. No Natal, a decoração fica ainda mais especial, com uma árvore gigantesca no centro e vitrines temáticas que mudam todos os anos. Vale muito a pena subir até o terraço, que é gratuito, para ter uma vista linda de Paris. E claro, aproveitei para fazer aquele “cosplay de rica” olhando as lojas de luxo.

Decoração de Natal da Galeria Lafayette

Logo depois, segui para a imponente Ópera Garnier, um dos lugares mais lindos que visitei em Paris. Inaugurada em 1875, durante o período de transformação urbana comandado por Georges-Eugène Haussmann, a ópera é um verdadeiro símbolo da grandiosidade da cidade. O interior é absurdamente rico em detalhes, com escadarias monumentais, muito dourado e um teto pintado por Marc Chagall. Foi ali que surgiu a inspiração para O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux. Inclusive existe mesmo um reservatório de água sob o prédio. A entrada custa de €10 a €42 a depender do tipo de entrada escolhido, e deve ser adquirido com antecedência no site oficial , e se puder, vale muito fazer uma visita guiada.

Opéra Garnier de Paris

Segui então até a Place de la Concorde, um dos lugares mais históricos de Paris. Durante a Revolução Francesa, foi ali que funcionou a guilhotina que executou figuras como Luís XVI e Maria Antonieta. Hoje, o clima é outro, mas a carga histórica permanece. No centro da praça está o Obelisco de Luxor, com mais de 3 mil anos, trazido do Egito no século XIX. Para uma pausa, fui até o clássico Angelina, um dos cafés mais tradicionais de Paris. Fundado em 1903, ele já foi frequentado por nomes como Coco Chanel. Pedi o famoso chocolat chaud com um Mont-Blanc, uma sobremesa feita de merengue e creme de castanha. O chocolate é super denso e cremoso, quase uma sobremesa líquida. Não é barato, mas vale pela experiência.

Angelina Paris

Logo em frente, fica o Jardin des Tuileries, um dos jardins mais antigos da cidade, criado no século XVI como parte do antigo Palácio das Tulherias (que foi destruído no século XIX). Hoje, é um espaço aberto ao público, perfeito para caminhar e fazer uma pausa entre os passeios. Quando fui, era inverno e estava acontecendo um mercado de Natal por lá, lindo, mas bem cheio (vale tentar horários alternativos). Perfeito para relaxar sentado na beira das fontes.

Jardim des Tuileries

À tarde, segui para o Museu do Louvre, e aqui é difícil até colocar em palavras. É como entrar em um livro de história. O Louvre começou como uma fortaleza medieval no século XII, foi transformado em palácio real e só virou museu após a Revolução Francesa. Hoje, é o maior museu do mundo, com mais de 35 mil obras expostas. Entre elas, estão a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix. Além disso, o museu reúne coleções impressionantes do Egito Antigo, Grécia, Roma e Mesopotâmia, além dos antigos aposentos de Napoleão Bonaparte. A icônica pirâmide de vidro, inaugurada em 1989, também gerou polêmica na época, hoje é um dos símbolos do museu. O ingresso custa €32 (Preço de 2026) e pode ser adquirido no site oficial. Minha dica é: não tente ver tudo. Escolha algumas alas e aproveite com calma.

Museu do Louvre

Para fechar o dia, fiz um Pub Crawl — e foi a combinação perfeita depois de tanta história e cultura. Paguei €20 no Get Your Guide, que incluia de 3 a 4 shots ao longo da noite e no final uma entrada em uma discoteca local. Conheci gente do mundo todo, explorei bares diferentes e terminei o dia cansada, mas muito feliz. Esse foi um dos dias mais completos da viagem, daqueles que misturam beleza, história e experiências de um jeito que só Paris consegue.

Pub Crawl em Paris

Dia 4

  • Torre Montparnasse
  • Café de Flore
  • Jardin du Luxembourg
  • Montparnasse Tower
  • Pantheon de Paris
  • Quartier Latin
  • Cenários da Série Emily in Paris
  • Sainte Chapelle
  • Conciergerie
  • Catedral de Notre Dame
  • Cruzeiro no Rio Sena (Bateaux Mouche)

Meu quarto dia começou com uma tentativa de ver Paris do alto: fui até a Torre Montparnasse, um dos mirantes mais famosos da cidade. A ideia era linda: lá de cima você tem uma vista panorâmica de 360° de Paris, com direito a ver a Torre Eiffel no horizonte (o que já é um diferencial em relação a outros mirantes). Mas confesso: o tempo não ajudou e eu também não estava no meu melhor momento (ressaca daquelas pós Pub Crawl 🥲), então acabei não aproveitando tanto quanto gostaria. Ainda assim, deixo aqui como sugestão de roteiro, principalmente em dias de céu aberto, no pôr do sol deve ser incrível. Mas acabei dando sorte, pois poucas semanas depois a torre fechou para reformas por tempo indeterminado. Saindo da torre fui para o Café de Flore, um dos cafés mais tradicionais da cidade. Fundado no século XIX, ele ficou famoso por ser ponto de encontro de grandes intelectuais como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, que passavam horas ali discutindo filosofia e política. Estar em um café em Paris, numa mesinha na calçada, vendo a vida passar… é mais do que uma experiência, é um sentimento. O ambiente tem aquele ar clássico e sofisticado, bem parisiense mesmo. Não é barato, mas vale pela experiência. Pedi um chocolate quente, um sanduíche de salmão e um creme brulê – o combo perfeito para começar o dia.

Café de Flore

De lá, segui para o Jardim de Luxemburgo, que fica bem pertinho. O jardim foi criado no século XVII por ordem de Maria de Médici, que queria recriar um pouco da Itália em Paris, sua terra natal. Hoje, é um dos espaços mais agradáveis da cidade, com fontes, esculturas e aquele clima tranquilo que convida a desacelerar. Um detalhe que eu achei encantador é o lago central, onde crianças brincam com barquinhos de madeira, uma tradição que existe há mais de um século. Ali também fica o Palácio de Luxemburgo, que atualmente abriga o Senado francês. Passei um bom tempo caminhando por ali, sem pressa, só aproveitando o ar livre.

Jardim de Luxemburgo

Depois, segui para o Pantheon de Paris, um dos monumentos mais importantes da cidade. Ele foi originalmente construído como uma igreja dedicada a Santa Genoveva, mas após a Revolução Francesa foi transformado em um mausoléu para homenagear grandes figuras da França. Lá estão enterrados nomes como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, Victor Hugo e Marie Curie. A entrada custa €16 de abril a setembro e €13 de outubro a março (Preços 2026) e podem ser adquiridas no local ou antecipadamente no Site Oficial. A visita é muito interessante. Um dos destaques é o famoso Pêndulo de Foucault, instalado ali em 1851 por Léon Foucault para demonstrar, de forma visual, a rotação da Terra, é fascinante ver ciência e história se encontrando daquele jeito.

Pantheon de Paris

Ali pertinho ficam alguns cenários da série Emily in Paris, como o restaurante do Gabriel e o prédio onde a Emily mora. Mesmo que você não seja fã da série, é divertido reconhecer esses pontos. Segui então explorando o Quartier Latin, um dos bairros mais antigos e vibrantes de Paris. O nome vem do latim, que era a língua falada nas universidades medievais da região. Ali fica a Universidade de Sorbonne, uma das mais antigas e prestigiadas da Europa. O bairro sempre teve uma forte ligação com o meio intelectual e estudantil, o que explica essa atmosfera jovem, cheia de livrarias, cafés e ruas cheias de vida. É aquele tipo de lugar perfeito para caminhar sem rumo.

Quartier Latin e Cenários da Série da Netflix Emily in Paris

Meu próximo destino foi a Sainte-Chapelle, e aqui é difícil não exagerar: é simplesmente uma das igrejas mais lindas de Paris. Construída no século XIII pelo rei Luís IX da França para abrigar relíquias sagradas, incluindo a Coroa de Espinhos de Cristo, a capela é famosa pelos seus vitrais impressionantes. São mais de 1.000 cenas bíblicas representadas nos painéis de vidro, que vão do chão ao teto, contando toda a história da vida de Jesus nos vitrais. Quando a luz entra, o efeito é surreal. A entrada custa €22 para visitar a apenas a capela, ou pode ser combinada com outra atração que fica ao lado, a Conciergerie, onde o valor da entrada combinada custa €30 (Preços 2026), e podem ser adquiridas no site oficial.

Saint-Chappelle

Em seguida, fui até a Catedral de Notre-Dame. Quando visitei pela primeira vez, ela ainda estava em restauração após o incêndio de 2019, mas mesmo assim já era impossível não se impressionar com a grandiosidade. A construção começou no século XII e levou quase 200 anos para ser concluída – um verdadeiro símbolo da arquitetura gótica francesa, com seus arcos, rosáceas e gárgulas. Já na minha segunda visita, tive a sorte de encontrar a catedral reaberta e pude finalmente entrar no templo, o que deixou a experiência ainda mais especial. Só de estar ali, por dentro ou por fora, dá pra sentir o peso da história. A entrada é gratuita na catedral é gratuita.

Catedral de Notre Dame

E para fechar o dia de um jeito memorável, fiz um Cruzeiro pelo Sena. Na minha primeira viagem, fiz a experiência de Ano Novo com o Bateaux Parisiens e optei pelo passeio sem jantar, só com bebidas, e paguei cerca de €70. Ganhei uma garrafa de champagne e macarons, e o clima era simplesmente incrível. O barco, com janelas panorâmicas, vai passando pelos principais pontos da cidade – como a Torre Eiffel, o Louvre e Notre-Dame – enquanto tudo ao redor está iluminado. Na virada, a Torre Eiffel começou a brilhar, teve até pedido de casamento no barco (não foi o meu, infelizmente 😅) e foi mágico. Eu estava sozinha, mas ao mesmo tempo conectada com todo mundo ali, compartilhando aquele momento. Já na segunda viagem, fiz o passeio tradicional, mais simples, que custa a partir de €17 e também vale muito a pena. É uma forma diferente de ver os principais pontos turísticos da cidade, passando por baixo das pontes históricas e entendendo Paris de outra perspectiva.

Torre Eiffel – Paris

Dica extra – um ponto importante (e bem real): Na primeira viagem à Paris, passei o ano novo num barco no Rio Sena, o que foi lindo, mas a volta para o hotel foi caótica. O metrô fecha antes da meia-noite e reabre por volta de 1h – e no dia 1º de janeiro o metrô é gratuito, o que significa MUITA gente. E onde tem muita gente… tem pickpocket. Eu vi várias situações de furto e fiquei bem assustada. Acabei voltando de Uber (beeem mais caro, mas zero arrependimentos). Então, dica prática: se for passar o Ano Novo em Paris, evite voltar de metrô imediatamente após a virada. Fique em um bar ou café, espere o fluxo diminuir e vá embora com mais tranquilidade.

Dia 5

  • Parque Walt Disney Studios
  • Disneyland Park

No quinto dia da viagem, foi dia de visitar um clássico: a Disneyland Paris. Peguei o metrô até a estação Bercy e, em seguida, o RER A até Marne-la-Vallée – Chessy (cerca de 40 minutos do centro da cidade), que já te deixa praticamente na porta dos parques. Os preços dos ingressos variam bastante conforme a época do ano e a demanda. Em média, os ingressos para 1 dia em um único parque custam a partir de €63 (dependendo da data), enquanto os ingressos que dão acesso aos dois parques partem de €90 (dependendo da data). Em períodos de alta temporada, como Natal e Ano Novo, esses valores podem subir bastante, chegando facilmente a €150–€175 para 1 dia com acesso aos dois parques. Eu, por exemplo, na primeira vez que visitei, paguei €230 por dois dias (um parque em cada dia) no dia de Natal. Já na segunda vez que visitei, paguei €94 para um ingresso com acesso aos dois parques em um único dia, no começo de dezembro. Para economizar, vale apostar em ingressos com data marcada (que podem ser até 40% mais baratos) ou passes de múltiplos dias, que costumam ter melhor custo-benefício. Como os preços são dinâmicos, sempre recomendo conferir direto no site oficial antes de comprar. Tendo experimentado as duas opções, eu acho que vale super a pena visitar os dois parques em um único dia – principalmente se você estiver sozinho ou em casal. Chegue cedo e comece pelo Walt Disney Studios Park, deixando o Disneyland Park para a parte da tarde e noite, quando acontece o espetáculo de fogos no castelo. Se você tiver disposição e o parque não estiver extremamente cheio, é uma estratégia que funciona super bem (e ainda economiza uma diária de ingresso).

Walt Disney Studios – Paris

O Walt Disney Studios é menor e mais focado no universo do cinema, com atrações mais tecnológicas e imersivas. Comecei pelo Toy Story Playland, onde você literalmente se sente do tamanho de um brinquedo. Depois fui para a clássica The Twilight Zone Tower of Terror, inspirada na série americana dos anos 60, que combina narrativa e uma queda livre totalmente imprevisível (frio na barriga garantido). Outra atração imperdível é a Avengers Assemble: Flight Force, uma montanha-russa indoor super rápida com temática da Marvel. Mas o grande destaque do parque, na minha opinião, é a área dedicada ao Ratatouille. A atração Ratatouille: L’Aventure Totalement Toquée de Rémy é extremamente criativa: você “encolhe” ao tamanho de um rato e passeia pela cozinha do restaurante do Gusteau, com efeitos sensoriais (calor, cheiro, movimento) que tornam tudo muito realista.

Walt Disney Studios – Paris

Foi também no Walt Disney Studios onde fiz uma das refeições mais especiais do dia: almocei no Bistrot Chez Rémy. A ambientação é impecável – tudo gigante para simular a perspectiva de um ratinho – e o menu segue a proposta francesa, com pratos como steak frites e sobremesas clássicas. Os valores variam de acordo com o menu escolhido e custam a partir de €45 por pessoa, e vale muito reservar com antecedência pelo app da Disney ou no site oficial.

Bistrot Chez Rémy

Depois do almoço, segui para o Disneyland Park – e aqui é onde a magia clássica da Disney acontece. Esse é o parque original do complexo (inaugurado em 1992, quando ainda se chamava Euro Disney) e foi inspirado diretamente no conceito criado por Walt Disney: um lugar onde adultos e crianças entram juntos em um mundo de fantasia. Logo na entrada, o Le Château de la Belle au Bois Dormant já rouba a cena. Diferente dos outros castelos da Disney, ele foi pensado especialmente para o público europeu – mais detalhado, com cores vibrantes e inspirado em castelos reais da França e Alemanha.

Disneyland Park – Paris

O parque é dividido em cinco áreas temáticas (Main Street, Fantasyland, Adventureland, Frontierland e Discoveryland), e cada uma delas é praticamente um “mini universo”. A Main Street recria uma cidade americana do início do século XX, cheia de lojinhas, padarias e até um cheiro proposital de doce no ar (sim, isso é planejado e você percebe mesmo). Na Fantasyland, que fica atrás do castelo, estão as atrações mais clássicas e nostálgicas. A It’s a Small World é um dos brinquedos mais tradicionais da Disney no mundo – uma viagem de barco com bonequinhos representando culturas de vários países, ao som de uma música que provavelmente vai ficar na sua cabeça pelo resto do dia. A Pirates of the Caribbean é um dos grandes destaques – e a versão de Paris é considerada uma das melhores do mundo, com cenários mais longos e detalhados (e curiosamente, a atração veio antes dos filmes). Ainda nessa área, o Indiana Jones and the Temple of Peril traz uma pegada mais radical. Já na Frontierland, o tema é o Velho Oeste americano. A atração mais famosa é a Big Thunder Mountain, uma montanha-russa que simula uma mina abandonada. A versão de Paris é única porque fica em uma ilha no meio de um lago, o que deixa o percurso ainda mais bonito e diferente – é uma das melhores do parque, sem dúvida. Também não deixe de assistir algum dos espetáculos que acontecem ao longo do dia, eu pude assistir ao Espetáculo do Rei Leão, e é simplesmente maravilhoso.

Disneyland Park – Paris

Por fim, a Discoveryland traz uma proposta diferente: uma visão futurista inspirada no que o passado imaginava sobre o futuro, com influência de autores como Júlio Verne. Lá fica a Star Wars Hyperspace Mountain, uma montanha-russa no escuro super intensa, com temática de Star Wars – uma das atrações mais radicais do parque. Mesmo andando sem rumo, você descobre coisas novas o tempo todo – é aquele tipo de lugar onde vale tanto ir nas atrações quanto simplesmente explorar. Foi ali também que encerrei o dia com jantar no Captain Jack’s – Restaurant des Pirates, um restaurante que fica literalmente dentro da atração do Piratas do Caribe. O ambiente é à luz de velas, com barquinhos passando ao lado – uma experiência super imersiva e diferente. O cardápio tem pratos mais elaborados, com valores a partir de €55 por pessoa, também vale muito reservar com antecedência pelo app da Disney ou no site oficial.

Disneyland Park e Captain Jack’s – Restaurant des Pirates

Fiquei até o final do dia para ver o espetáculo de fogos de artifício em torno do castelo, que é muito emocionante e é um dos momentos mais aguardados por todos, criando uma experiência mágica com a combinação de luzes, som e projeções no castelo. O parque, que já é mágico, fica ainda mais encantador durante o Natal, quando as ruas são decoradas com luzes cintilantes, neve falsa e a árvore de Natal gigante no centro da praça do castelo ilumina todo o ambiente. Durante a temporada, você também pode ver personagens da Disney com trajes especiais, participando de desfiles festivos e shows com músicas natalinas.

Show de Luzes no Disneyland Park – Paris

Só um aviso importante: a saída do parque é caótica. Todo mundo vai embora ao mesmo tempo e corre para o RER A. Minha dica é já deixar o bilhete da volta comprado com antecedência e redobrar a atenção com bolsa, celular e documentos.

Dia 6

  • Day trip – Palácio de Versalhes

No sexto dia, acordei cedo para visitar um dos lugares mais impressionantes da França: o Palácio de Versalhes. Ele fica um pouco afastado do centro de Paris, mas o acesso é bem simples. Peguei um trem (RER C ou trem saindo de estações como Saint-Lazare ou Invalides, dependendo da linha) e em cerca de 40 minutos já estava lá. Versalhes não é só um palácio bonito – é praticamente um símbolo do poder absoluto da monarquia francesa. Originalmente, o local era apenas um pavilhão de caça construído pelo rei Luís XIII. Mas foi seu filho, o famoso Luís XIV, que transformou Versalhes nesse complexo gigantesco e extremamente luxuoso no século XVII. A ideia dele era bem estratégica: concentrar a nobreza em um único lugar, sob seu controle, enquanto consolidava seu poder absoluto. E conseguiu – Versalhes virou o centro político da França por mais de 100 anos.

Palácio de Versalhes

A entrada para os jardins é gratuita na maior parte do ano, mas o acesso ao interior do palácio (incluindo os apartamentos reais) custa €25 na baixa temporada e €35 na alta temporada e os ingressos podem ser comprados com antecedência no site oficial e, se possível, pegue o audioguia – ele faz toda a diferença para entender o contexto histórico de cada sala. Ao entrar no palácio, você já percebe o nível de opulência. São mais de 2.300 cômodos, todos extremamente decorados com ouro, pinturas no teto, esculturas e detalhes que mostram claramente a intenção de impressionar (e intimidar). Um dos pontos altos é a visita aos Apartamentos do Rei e da Rainha, onde você consegue ver como funcionava a rotina da corte – inclusive cerimônias públicas que hoje parecem impensáveis, como o “levantar do rei”, que era assistido por membros da nobreza. Mas o grande destaque é, sem dúvida, a Galeria dos Espelhos. São 73 metros de comprimento e 357 espelhos alinhados de frente para os jardins, refletindo a luz natural de um jeito incrível. Esse espaço não era só decorativo – ele foi palco de eventos históricos importantíssimos, como a assinatura do Tratado de Versalhes, que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial.

Palácio de Versalhes e Galeria dos Espelhos

Depois de explorar o interior, reserve um bom tempo para os jardins – eles são praticamente uma atração à parte. Projetados por André Le Nôtre, um dos pais do paisagismo clássico francês, os jardins seguem um padrão extremamente simétrico, com fontes, esculturas e caminhos que parecem não ter fim. Dependendo da época do ano, acontecem shows de fontes com música clássica, o que deixa a experiência ainda mais especial. Se tiver tempo (e energia), vale também explorar áreas menos óbvias dentro do complexo, como o Grand Trianon e o Petit Trianon – palácios menores que serviam como refúgio da família real – e o Hameau de la Reine, uma “vilazinha” construída para Maria Antonieta brincar de vida simples no campo.

Palácio de Versalhes

Uma dica prática: o complexo é enorme mesmo. Vá com um sapato confortável, considere alugar um carrinho de golfe ou bicicleta se quiser explorar mais áreas, e tente chegar cedo para evitar as multidões, principalmente na alta temporada. O Palácio de Versalhes é, sem dúvida, um dos lugares mais impressionantes que já visitei. Mais do que bonito, ele faz você entender, na prática, o nível de poder, luxo e excessos da monarquia francesa – e como isso acabou contribuindo, anos depois, para a própria Revolução Francesa.

Dia 7

  • Day Trip – Mont Saint Michel

No meu último dia de roteiro, resolvi fazer um dos bate-voltas mais icônicos (e também mais puxados) saindo de Paris: o Mont Saint-Michel. Como a logística não é das mais simples – são cerca de 4 horas de viagem – optei por fazer um tour guiado que comprei pela GetYourGuide e custo €109. Foi, sem dúvida, a melhor decisão. Saímos bem cedo de Paris em um ônibus confortável, e durante o trajeto o guia foi contando toda a história do lugar – o que faz MUITA diferença quando você chega lá e começa a entender o que está vendo. E a primeira vista do Mont Saint-Michel é simplesmente surreal. Ele parece uma ilha de conto de fadas surgindo no meio de uma imensa baía. E aqui vem um dos fenômenos mais impressionantes: as marés. Essa região tem uma das maiores variações de maré da Europa – a diferença entre maré baixa e alta pode chegar a mais de 10 metros. Em poucas horas, o cenário muda completamente: ora o monte está cercado por água, ora você vê quilômetros de areia ao redor. Antigamente, isso tornava o acesso extremamente perigoso (e também estratégico), já que pessoas desprevenidas podiam ficar presas ou até serem engolidas pela maré.

Mont Saint Michel

A história do Mont Saint-Michel começa lá no ano 708, quando, segundo a lenda, o arcanjo São Miguel apareceu ao bispo Aubert e pediu que uma igreja fosse construída no topo do rochedo. Com o tempo, o local foi crescendo em camadas (literalmente). Primeiro veio a base fortificada, depois a vila medieval com suas casas e muralhas, e por fim a abadia no topo. Esse formato vertical não é à toa: além da limitação de espaço, ele simboliza uma jornada espiritual, do mundo terreno (embaixo) até o divino (lá em cima). Durante a Idade Média, o monte se tornou um importante centro de peregrinação. E, ao mesmo tempo, uma fortaleza praticamente impenetrável. Durante a Guerra dos Cem Anos, o Mont Saint-Michel resistiu a diversos ataques ingleses e nunca foi conquistado – o que fez dele um símbolo de resistência francesa. Inclusive, essa época se conecta diretamente com o contexto de Joana d’Arc, que liderou a retomada de territórios franceses dos ingleses e ajudou a fortalecer esse sentimento de identidade nacional que lugares como o Mont Saint-Michel representavam.

Mont Saint Michel

Ao chegar, fizemos um tour de orientação com o guia pela base da vila – e é aí que você sente de verdade o clima medieval. As ruas são estreitas, inclinadas, cheias de pedra, com casinhas antigas, placas de ferro e pequenas lojas. Em alguns momentos, parece que você voltou vários séculos no tempo. Depois disso, tive tempo livre para explorar no meu ritmo, e recomendo muito fazer isso sem pressa. Lá no topo, a abadia é ainda mais impressionante do que parece de longe. Construída entre os séculos XI e XVI, ela mistura estilos românico e gótico e é um verdadeiro feito de engenharia para a época – basicamente um conjunto de estruturas empilhadas sobre um rochedo. Por dentro, o clima é silencioso, quase contemplativo. O claustro, com seu jardim interno cercado por colunas delicadas, é um dos pontos mais bonitos. E a vista lá de cima… é daquelas que você fica alguns minutos só tentando absorver.

Mont Saint Michel

Uma curiosidade interessante: durante a Revolução Francesa, a abadia perdeu sua função religiosa e chegou a ser usada como prisão por décadas. Só mais tarde foi restaurada e voltou a ser um dos grandes patrimônios históricos da França. Depois de explorar a parte histórica, aproveitei para descer sem pressa e explorar a vila. Existem várias opções de restaurantes, desde lugares mais simples até restaurantes com vista para a baía. Uma dica importante: vá preparada para vento e frio, mesmo em dias de sol. Como o monte fica totalmente exposto, a sensação térmica pode cair bastante. No final da tarde, voltamos para o ônibus e encaramos o caminho de volta para Paris. É um dia longo, mas extremamente recompensador.

Roteiro no Mapa

Usando o My Maps é possível simular o roteiro dentro do mapa do Google Maps, e construir sequências de atividades funcionais. Esse é o meu roteiro dos quatro primeiros dias em Paris.

Orçamento Final

Abaixo estão listados os custos que eu paguei pela viagem para Paris, em dezembro de 2025, com câmbio de € 1 = R$ 6,50.

Na prática paguei um pouco menos do que está listado abaixo, pois consegui descontos no aéreo, hotel e em alguns passeios com milhas acumuladas, mas segue os valores originais:

É possível diminuir esses custos ao escolher uma opção de hospedagem mais econômica (como hostel, hotéis mais afastados do centro ou Airbnb), conseguindo melhores promoções no aéreo e usando milhas e removendo alguns passeios. Nessa viagem também visitei outras regiões da Europa, como Viena, Munique e Estrasburgo, logo os custos foram impactados pois entrei na Europa por Viena e saí por Paris (logo, tive outros custos relacionados aos outros destinos).

Espero que esse roteiro te inspire a explorar Paris de uma forma única e cheia de encantos! A cidade tem uma magia que transforma qualquer visita em uma experiência inesquecível. Cada bairro, cada monumento traz algo especial, e posso garantir: é impossível não se apaixonar por Paris. A Cidade Luz espera por você!

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