
“The island lay breathless and sun-drugged in a smouldering, peacock-blue sea…“
Corfu foi uma das ilhas mais surpreendentes da minha viagem pela Grécia. Diferente do imaginário clássico das casinhas brancas das Cíclades, ali o cenário muda completamente: ruas estreitas cercadas por prédios em tons pastel, sacadas venezianas, fortalezas históricas voltadas para o Mar Jônico e uma atmosfera que, em muitos momentos, parece mais italiana do que grega. É caminhar sem rumo por Corfu Town entre vielas cheias de história, assistir ao pôr do sol refletindo nas muralhas do Old Fortress, navegar por cavernas escondidas onde piratas já se esconderam e mergulhar em águas tão transparentes que parecem irreais. É ver o azul intenso do mar contrastando com o verde das montanhas ao redor da ilha, sentir o cheiro de sal vindo da costa enquanto o dia escurece lentamente, e descobrir uma Grécia diferente, moldada por séculos de influência veneziana, francesa e britânica. Corfu tem um ritmo próprio: elegante, histórica, marítima e silenciosamente encantadora, uma ilha que me deixou imediatamente com vontade de voltar.
O relato abaixo é totalmente baseado na minha experiência e no que eu planejei para esta viagem e, obviamente, pode ser adaptado de acordo com o perfil de cada um.
- Quando Eu Fui?
- Como Chegar a Corfu?
- Onde Fiquei Hospedada?
- Roteiro Detalhado – Corfu (2 dias)
- Roteiro no Mapa
- Orçamento Final
- Veja Também
Quando Eu Fui?
Estive em Corfu em junho, já no início do verão europeu, e peguei dias lindos de céu azul, muito sol e aquele clima mediterrâneo delicioso que faz a gente querer passar o dia inteiro na rua. As temperaturas nessa época costumam variar entre 24 °C e 30 °C, com bastante calor durante a tarde, mas manhãs e noites mais agradáveis perto do mar. Junho também tem a vantagem de ainda não ser a altíssima temporada, então a ilha estava movimentada, mas sem aquele caos de julho e agosto. Outra coisa que eu amei foi como os dias rendiam muito. Nessa época do ano, o sol se põe bem tarde – perto das 21h – então dava para aproveitar bastante os passeios e ainda terminar o dia vendo um pôr do sol lindíssimo sobre o mar Jônico. Corfu foi a minha porta de entrada e saída na Grécia, então acabei ficando pouco tempo na ilha: um dia inteiro na chegada, em 11 de junho de 2025, e mais metade de um dia antes do voo de volta, em 22 de junho de 2025. Não foi tempo suficiente. Foi uma daquelas cidades que me deixaram imediatamente com a sensação de “preciso voltar com mais tempo” para explorar de verdade a ilha e as praias, pelo menos uns 3 dias, no mínimo.
Como Chegar a Corfu?
Corfu foi a minha porta de entrada na Grécia, então saí de São Paulo já com destino final na ilha. Fiz o trajeto São Paulo (GRU) → Londres (LHR) → Corfu (CFU), voando com a British Airways. De forma geral, Corfu não faz parte do circuito mais “óbvio” das ilhas gregas, como Santorini e Mykonos, então os voos costumam envolver conexão em alguma cidade europeia ou em Atenas. Apesar disso, achei a logística bem simples. O aeroporto de Corfu é pequeno e fica bem perto do centro histórico, então a chegada foi super tranquila. Do aeroporto até Corfu Town, o trajeto leva cerca de 10 minutos de carro. Para sair do aeroporto, existem algumas opções de vans e transfers compartilhados, táxis e alguns poucos carros de Uber/Bolt, então achei bem fácil e prático chegar até a hospedagem.
Na volta, fui de Santorini para Corfu voando com a Sky Express, em um trajeto com conexão em Atenas, já que normalmente não existem voos diretos entre as ilhas. Esse é um ponto importante na Grécia: dependendo da combinação de ilhas do seu roteiro, muitas vezes você vai precisar passar por Atenas no meio do caminho, mesmo indo de uma ilha para outra. Para quem está montando um roteiro parecido, vale pesquisar também a possibilidade de chegar ou sair por ferry, principalmente vindo da parte continental da Grécia ou da Albânia, já que Corfu fica no Mar Jônico, bem próxima da costa albanesa.
Onde Fiquei Hospedada?
Como Corfu foi apenas uma parada rápida no começo e no fim da viagem, optei por hotéis práticos, bem localizados e com bom custo-benefício para poucos dias de estadia. Na chegada, fiquei no Konstantinoupolis Hotel. A localização e vista são realmente os grandes destaques: dá para explorar todo o centro histórico de Corfu a pé, a região é segura e fica perto de tudo: lojinhas, restaurantes, mercadinhos e também do porto de onde saem vários passeios para Paxos, Antipaxos e Sarande (na Albania), por exemplo. Para quem está sem carro (como eu estava), isso facilita muito a vida. As diárias costumam ficar na faixa de R$310 a R$630 (preços maio de 2026) dependendo da época do ano. Agora, sendo bem sincera: o quarto em que fiquei era bem antigo, o carpete do meu quarto estava até “fofo” em algumas partes do chão, então claramente não era uma estrutura renovada. Para duas noites, funcionou. Mais do que isso, acho que começaria a me incomodar. Apesar da localização incrível e do preço muito bom para Corfu Town, eu provavelmente não voltaria a me hospedar nele.
Na volta, fiquei no Hotel Bretagne, que foi uma escolha super estratégica para o voo de retorno. Ele fica muito perto do aeroporto, dá literalmente para ir a pé. A estrutura também é simples, mas atende bem para uma estadia curta. O que mais me surpreendeu positivamente foi o café da manhã e os espaços comuns do hotel, além do bar, que achei bem agradável para descansar no fim do dia. As diárias normalmente variam entre R$350 a R$980 (preços maio de 2026) dependendo do época do ano. O único ponto negativo é a localização em relação ao centro histórico: apesar de não ser absurdamente longe, a caminhada leva cerca de 20 minutos. Então eu não usaria o Bretagne como hotel base principal para explorar Corfu Town durante vários dias, mas para uma noite antes do voo foi perfeito.


Konstantinoupolis Hotel e Hotel Bretagne
Roteiro Detalhado – Corfu (2 dias)
Dia 1
- Day Trip – Paxos e Antipaxos
- Novo Porto de Corfu (saída do passeio de barco)
- Blue Caves de Paxos
- Penhascos de Erimitis
- Mesovrika, em Antipaxos (parada para mergulho)
- Vila de Lakka, em Paxos
- Faliraki
- Spianada Square
- Liston
- Saint Spyridon Church
- Museum of Asian Art of Corfu
- Aussichtspunkt (mirante próximo à costa)
Como eu estava sem carro em Corfu e queria conhecer um pouco além do centro histórico, decidi fazer um passeio de barco para as ilhas vizinhas de Paxos e Antipaxos. Contratei o tour pela GetYourGuide, operado pela Ionian Cruises, e custou €45, com saída do novo porto de Corfu. O passeio dura praticamente o dia inteiro e foi uma das formas mais práticas que encontrei de conhecer um pouco do Mar Jônico sem precisar dirigir. Logo no começo da navegação, já dá para perceber como Corfu é diferente das ilhas mais famosas das Cíclades. A vegetação é muito mais verde, consequência direta do clima mais úmido do Mar Jônico. Aliás, Corfu foi uma das ilhas gregas mais influenciadas pelos venezianos, que controlaram a região por cerca de 400 anos, e isso moldou completamente a arquitetura, a gastronomia e até a atmosfera da cidade.


Novo Forte de Corfu e Antigo Forte de Corfu, vistos do mar.
A primeira parada mais impressionante foram as Blue Caves de Paxos. O barco entra parcialmente nas cavernas e a cor da água é realmente absurda, aquele azul quase fluorescente que parece editado de tão intenso. Além da beleza natural, essas cavernas também carregam um lado histórico curioso: por muito tempo, a costa recortada de Paxos, cheia de grutas e pequenas enseadas escondidas, serviu como esconderijo para piratas que circulavam pelo Mar Jônico. Existe ainda uma lenda local de que Paxos teria sido criada por Poseidon, deus do mar, que separou um pedaço de Corfu com seu tridente para criar um refúgio romântico para ele e Anfitrite. E o lugar tem mesmo cara de cenário mitológico.


Blue Caves de Paxos
Depois seguimos navegando pela costa da ilha, passando pelos enormes penhascos brancos de Erimitis, uma região que mudou bastante após terremotos nos anos 2000, que alteraram parte da formação costeira. A paisagem é impressionante: falésias claras despencando sobre um mar azul-turquesa quase surreal. Em seguida, paramos em Antipaxos para nadar. A água ali é tão transparente que os barcos parecem flutuar no vazio. O barco ficou parado próximo à região de Mesovrika e deu tempo de nadar e fazer snorkel. Foi facilmente um dos mares mais bonitos que vi na Grécia inteira.



Erimitis e Mesovrika (Antipaxos)
Depois tivemos tempo livre em Lakka, uma pequena vila portuária em Paxos que parece saída de um filme mediterrâneo. Casas coloridas, tavernas familiares, barcos ancorados balançando devagar… aquele tipo de lugar em que o tempo parece passar mais devagar. Como o turismo ali é muito ligado a barcos e veleiros, a vila tem uma atmosfera super tranquila e sofisticada ao mesmo tempo. Também é uma ótima parada para mergulho e curtir as praias da vila, que são belíssimas.


Lakka (Paxos)
Na volta para Corfu, o clima do barco mudou completamente e virou quase uma festa, com música, bebidas e churrasco enquanto o sol começava a baixar no horizonte. Foi uma forma muito divertida de encerrar o passeio. Quando cheguei de volta em Corfu Town, ainda deu tempo de tomar banho no hotel e sair para explorar o centro histórico a pé. Caminhei pela costa até Faliraki, uma área linda para ver o pôr do sol sobre o Mar Jônico, e depois comecei a entrar nas ruelas da cidade antiga.



Falikari
Passei pela Spianada Square, considerada a maior praça da Grécia e uma das maiores dos Bálcãs. Ela foi construída pelos franceses durante o período napoleônico e até hoje lembra muito as grandes praças europeias, com um ar elegante e aberto raro em centros históricos medievais. Bem ao lado fica o Liston, talvez o trecho mais famoso de Corfu Town. Os prédios com arcadas foram inspirados na Rue de Rivoli, em Paris, também durante a ocupação francesa no início do século XIX. Antigamente, apenas a aristocracia local podia circular por ali; hoje a região é cheia de cafés e restaurantes com mesinhas externas perfeitas para observar o movimento da cidade.



Spianada Square e Corfu Town
Também visitei a Saint Spyridon Church, dedicada ao santo padroeiro de Corfu. São Spiridon é extremamente importante para os moradores da ilha, que acreditam que ele salvou Corfu diversas vezes ao longo da história – inclusive de invasões otomanas e de uma grande epidemia de peste. O corpo do santo fica preservado dentro da igreja e é levado em procissões tradicionais em algumas datas do ano. Passei ainda pela região do Museum of Asian Art of Corfu, que funciona dentro do antigo Palácio de São Miguel e São Jorge, construído quando Corfu estava sob domínio britânico, no século XIX. Sim: Corfu também teve influência inglesa, além da veneziana e francesa, o que ajuda a explicar por que a cidade parece uma mistura curiosa de várias partes da Europa.



Museum of Asian Art of Corfu e Corfu Town
Terminei a noite em um pequeno mirante próximo à costa (Aussichtspunkt), vendo o céu ganhar tons dourados e alaranjados enquanto as luzes do centro histórico começavam a acender. Foi um daqueles dias que parecem render três em um: mar absurdamente azul durante o dia, passeio de barco, pôr do sol lindo e ainda uma caminhada sem pressa pelas ruas históricas de Corfu Town à noite.
Dia 2 – Meio Período
- Old Fortress of Corfu
Esse dia foi no meu último dia na Grécia, quando retornei à Corfu para pegar meu voo de volta ao Brasil. Como meu voo saía apenas mais tarde, aproveitei minha última manhã em Corfu para explorar com calma o Old Fortress of Corfu, uma das construções históricas mais importantes da ilha, e provavelmente o lugar que melhor explica por que Corfu é tão diferente do restante da Grécia. Paguei €10 para entrar, e comprei o ingresso na porta. A fortaleza fica logo na entrada do centro histórico e ocupa uma posição estratégica sobre uma península cercada pelo Mar Jônico. O local já era usado para defesa desde o período bizantino, mas a maior parte da estrutura atual foi construída pelos venezianos a partir do século XV, quando Corfu fazia parte da República de Veneza. E é justamente aí que a história da ilha começa a ficar interessante. Enquanto grande parte da Grécia passou séculos sob domínio otomano, Corfu nunca chegou a ser conquistada pelo Império Otomano. Os otomanos tentaram tomar a ilha diversas vezes ao longo dos séculos XV, XVI e XVII, mas as fortificações venezianas conseguiram resistir aos ataques. O cerco mais famoso aconteceu em 1716, quando um enorme exército otomano tentou invadir Corfu sem sucesso. Essa vitória foi considerada extremamente importante para Veneza e ajudou a consolidar ainda mais a presença veneziana na ilha. Isso explica por que Corfu tem uma atmosfera tão diferente do restante do país. A influência italiana aparece em praticamente tudo: na arquitetura, nas sacadas dos prédios, nas praças elegantes, nas ruelas estreitas e até na gastronomia local. Em vários momentos caminhando pela cidade eu tive mais a sensação de estar em alguma cidade costeira italiana do que em uma ilha grega tradicional.


Old Fortress of Corfu
Uma das primeiras coisas que me chamou atenção na fortaleza foi o enorme fosso artificial que separa o forte do restante da cidade. Os venezianos literalmente cortaram a península para transformar a área em uma ilha fortificada, criando uma barreira extra contra invasões. Até hoje, para entrar no complexo, é preciso atravessar a ponte sobre esse fosso. Lá dentro, o espaço é enorme e cheio de caminhos, muralhas, túneis e antigos pontos de vigilância. Conforme eu subia, as vistas iam ficando cada vez mais bonitas. Do alto da fortaleza dá para ter uma vista panorâmica incrível de Corfu Town inteira: os telhados avermelhados do centro histórico, o mar cercando a cidade, o porto e até o New Fortress of Corfu ao longe, outra fortificação veneziana construída posteriormente para reforçar ainda mais a defesa da ilha. Foi facilmente uma das vistas mais bonitas que tive em Corfu.



Old Fortress of Corfu
Dentro da fortaleza fica a Saint George Church, que provavelmente foi a construção que mais me surpreendeu ali dentro. Apesar de ser uma igreja, ela parece um templo da Grécia Antiga, com enormes colunas dóricas na fachada. Isso porque ela foi construída pelos britânicos no século XIX, durante o período em que Corfu esteve sob domínio do Reino Unido, antes da unificação oficial das Ilhas Jônicas com a Grécia, em 1864. Aliás, Corfu ainda passou pelas mãos dos franceses e britânicos depois do fim do domínio veneziano, e toda essa mistura histórica acabou moldando a identidade única da ilha. Não é exagero dizer que Corfu parece uma mistura de Grécia, Itália e um pouco do restante da Europa mediterrânea.


Saint George Church e o Old Fortress of Corfu
Além das muralhas e mirantes, o complexo também abriga antigas construções militares, canhões e áreas que hoje recebem eventos culturais. Mesmo para quem não é apaixonado por história militar, achei um passeio fascinante justamente porque ele ajuda a entender como Corfu se tornou tão diferente das outras ilhas gregas. Passei praticamente toda a manhã caminhando sem pressa pelas muralhas e observando o mar antes de seguir para o aeroporto.
Dica Extra: Praias
- Paleokastritsa
- Porto Timoni Beach
- Canal d’Amour
- Glyfada Beach
- Rovinia Beach
Como fiquei pouco tempo em Corfu e estava sem carro, acabei não conseguindo explorar as praias da ilha, que, honestamente, parecem ser um dos grandes destaques da região. Mas, pesquisando meu roteiro e conversando com locais e outros viajantes, algumas praias apareceram repetidamente como as mais bonitas e famosas de Corfu. A ilha é grande e as praias ficam espalhadas, então ter carro, quadriciclo ou scooter acaba facilitando bastante a logística, principalmente para quem quer explorar diferentes regiões no mesmo dia. Entre as praias mais famosas está a Paleokastritsa, provavelmente a mais conhecida da ilha. A região é cercada por falésias verdes e águas em tons absurdos de azul e esmeralda. Além das praias, muita gente faz passeios de barco pelas cavernas da região. Dizem que o pôr do sol ali também é um dos mais bonitos de Corfu. Outra praia muito famosa é a Porto Timoni Beach, conhecida pela paisagem quase surreal de duas enseadas lado a lado, formando uma faixa estreita de terra entre dois mares. As fotos são lindas, mas praticamente todo mundo comenta que o acesso exige uma trilha relativamente íngreme, especialmente no verão.


Paleokastritsa e Porto Timoni Beach – Fotos do TripAdvisor
A Canal d’Amour também aparece em praticamente todos os roteiros. Além das formações rochosas curiosas, existe uma lenda local de que casais que atravessam o canal nadando juntos permanecem unidos para sempre. A região costuma ser bastante procurada no verão. Já a Glyfada Beach é uma das praias mais populares para quem busca estrutura, com faixa grande de areia, beach clubs e fácil acesso. Pelo que pesquisei, parece uma boa opção para passar o dia sem precisar fazer trilhas ou passeios mais aventureiros. Outra praia muito elogiada é a Rovinia Beach, que tem um visual mais selvagem e água incrivelmente transparente. O acesso também exige uma pequena caminhada, mas muita gente diz que justamente isso ajuda a deixar a praia menos lotada.


Canal d’Amour e Glyfada Beach – Fotos do TripAdvisor
Se eu voltasse para Corfu com mais tempo, definitivamente alugaria um carro por alguns dias só para explorar melhor essa parte da ilha.
Roteiro no Mapa
Usando o My Maps é possível simular o roteiro dentro do mapa do Google Maps, e construir sequências de atividades funcionais. Esse foi o meu roteiro pelo Centro Histórico de Corfu:
Orçamento Final
Abaixo está listado os custos que eu paguei pela viagem para Corfu, em junho de 2025, com câmbio € 1 = R$ 6,35.

É possível diminuir esses custos ao escolher uma opção de hospedagem mais econômica (como hostel, hotéis mais afastados do centro ou Airbnb), comendo em opções de restaurante mais econômicas e/ou usando milhas. Nessa viagem também visitei outras regiões da Grécia, como Atenas, Mykonos e Santorini, logo os custos foram impactados pois entrei e saí da Grécia via Corfu (logo tive outros custos relacionados a vôos internos e ferries).
Espero que este roteiro te inspire a viver Corfu sem pressa, deixando a ilha se revelar aos poucos entre fortalezas históricas, ruas venezianas e o azul quase inacreditável do Mar Jônico. Porque Corfu vai muito além das praias famosas: ela aparece nas muralhas que sobreviveram aos séculos, nas ruas estreitas de Corfu Town, nos prédios em tons pastel que parecem saídos de alguma cidade italiana e na mistura curiosa de culturas que moldou a identidade da ilha. É caminhar sem rumo entre vielas cheias de história, assistir ao pôr do sol depois de um dia que parece render muito mais do que 24 horas, navegar por cavernas escondidas onde piratas já se esconderam e mergulhar em águas tão transparentes que parecem irreais. Corfu tem uma elegância silenciosa, diferente das ilhas gregas mais óbvias. E talvez tenha sido justamente isso que mais me conquistou: aquela sensação de encontrar um pedaço da Grécia que parece seguir seu próprio ritmo, entre o azul do mar, muralhas antigas e o cheiro de sal vindo da costa.

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